25/12/2008

Luiz Guerra Paixão - O poeta de Diamantina

Pai da mulher que é fonte da maioria dos relatos (ou "causos", como prefiro chamar), Luiz Guerra Paixão, filho de José Ferreira da Paixão e Etelvina Alves Guerra, nasceu em uma família humilde, de origem muito rica. José Ferreira da Paixão perdeu tudo assim que decidiu optar pelo casamento com Etelvina.
Luiz foi estudar no Rio de Janeiro pois em sua cidade, Três Corações-MG, havia apenas um grupo de estudos para crianças e Luiz já era bem mais velho. Enquanto estava no Rio de Janeiro (segundo meu tio Marcelo Paixão, seu neto) Luiz morou em uma rua da Vascaínos, fazendo assim com que o Vasco se tornasse seu time carioca favorito.
Em um carnaval, foi para Minas Gerais e acabou se apaixonando por Zina Sisti.
Zina e Luiz namoraram muitos anos através de cartas, mais tarde se casaram e foram morar em Itajubá, onde tiveram duas filhas gêmeas. Algum tempo depois foram para Três Corações, cidade mineira, onde tiveram mais três filhos, um deles faleceu com apenas um ano.
Luiz pediu a transferência de seu emprego para Taubaté, interior de São Paulo, para dar um a educação melhor à seus filhos. Em Taubaté tiveram mais uma filha.
Um tempo depois Luiz entrou para o CLUBE DA POESIA, pois anteriormente havia escrito alguns poemas.
Escreveu um livro chamado "Assim caminha a humanidade". Faleceu por volta de 92/93 , alguns meses após meu nascimento. (Minha próxima postagem será sobre uma breve história que me emociona muito, contada por minha mãe!). Meu poema favorito, de sua autoria, segue abaixo.

Sempre Vivas

Foi n'um dia de festas na Mansão,

Certamente o dos anos de Maria...
Os Anjos, trabalhando em profusão,
Ornamentavam o céu, com alegria.

Para brindarem à Virgem Mãe bondosa,
Eterna advogada dos mortais,
Colheram os Anjos um buquê de rosas,
Sempre-Vivas e cravos celestiais.

Nesse dia a sublime medianeira,
Em graças transformando os mimos seus,
Despejou flores, pela terra inteira.

E as sementes da flor mais pequenina,
A sempre-viva dos jardins de Deus,
Foram cair na minha DIAMANTINA.

Luiz Guerra Paixão

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