07/01/09

Os 9 filhos do casal Sisti

Perguntei essa semana mesmo à minha avó como eram seus tios, que relação ela tinha com eles, enfim, procurei obter novas informações sobre sua família materna. Fiquei curiosa pois há tempos venho observando como as pessoas da minha família (provavelmente assim como as da sua!) são extremamente diferentes fisicamente e psicologicamente. Cada um tem um jeito de pensar, uma maneira de agir, um modo de se arrumar, um jeito próprio de ser, e confesso que muitas vezes já me encantei com esse simples fato, de sermos tão diferentes e vivermos sob o mesmo teto. Imagino que um dia ainda possa contar aos meus netos como eram as personalidades dos Garcez e dos Paixão. Assim como minha avó fez com os Sisti.
Já falei um pouco de meus tataravós Esther e Menotti, agora vou apresentá-los seus filhos, um a um, para que quando eu comece realmente a contar os 'causos' ocorridos, fique mais fácil imaginá-los.


Dario, o mais velho dos irmãos Sisti, segundo as recordações de minha avó, sempre mantivera seu tipo aristocrático. Sua classe e seriedade chamavam atenção. Minha avó não tinha tanta liberdade com ele, apesar de tamanha admiração que sentia. Após casar-se, saiu de Três Corações, interior de Minas Gerais, e foi morar em São Paulo.




Furio, segundo a minha avó, era o filho mais parecido com sua mãe, Zina. Casou-se com Hylmann (fazendeira dona de grandes lotes em Três Corações que, segundo minha avó, era uma mulher de uma bondade extrema, pessoa maravilhosa.) e continuou morando na cidade de Três Corações - MG. Corretíssimo em seus atos, mantinha tudo organizado em sua vida e em sua profissão de bancário. Em uma roda social, costumava ouvir mais do que falar. Posso dizer que da família fora presenteado com maior número de qualidades. "O bom caráter", "O educado", "O trabalhador"; define em poucas palavras minha avó. Teve quatro filhos com Hylmann: Ailton, Lúcia, Eliana e Sother.



César, pelo que imagino, era exatamente o esteriótipo do italiano brincalhão que tem em toda família de imigrantes. "Polarizava as atenções", é assim que minha avó define o tio. Falante, engraçado, espirituoso, acredito que ele tenha sido um dos filhos que tenha rendido mais histórias cômicas a respeito. Não levava a vida extremamente a sério, e não era muito voltado para os problemas que enfrentava. Segundo minha bisavó Zina, sua irmã, era o filho com quem a mãe mais se preocupava, por não se dedicar a manter uma estabilidade financeira. "Falastrão", no sentido menos pejorativo e mais admirável da palavra, reunia grupos em volta dele em todos os eventos sociais. "No casamento da Martha (sobrinha de César) me lembro de um grupo de pessoas estar em volta dele dando gargalhadas", relembra minha avó Myrian. E ainda completa: "Nunca conheci ninguém em minha vida como o tio César", sobre o senso humor contagiante de César.



Ottorino, o filho homem mais novo do casal, tinha uma ligação especial com sua irmã Hilda. Não tão expansivo quanto César, Ottorino sempre fora dono de um gênio agrádavel e engraçado. "Foi um rapaz muito bonito!", conta minha avó, relembrando a beleza memorável dos rapazes da família Sisti. Pelo que consta, enviuvou-se cedo. Por volta de seus 80 anos, reside hoje em Iacanga, no estado de São Paulo.



Déia, a mais velha das irmãs, casou-se com Tito, que era 25 anos mais velho que ela. Apesar de ser uma pessoa muito dinâmica, ativa e organizada, não teve o trabalho de cuidar de mais do que uma criança. O casal teve apenas um filho, Roberto, um dos primos mais próximos e queridos de minha avó.




Bárbara, mais conhecida pelos sobrinhos e sobrinhas como Tia Babá, mantinha-se a maior parte do tempo tranqüila e quieta. Teve três filhos homens e apenas uma menina. Bárbara sempre tivera uma vontade imensa de ter uma filha mulher, ao passar a infância breve de sua primeira filha, essa casou-se ainda muito jovem e Bárbara nunca mais a viu pessoalmente, somente por correspondência. Há um breve relato de que ela teria declarado que "Ter filha mulher é uma grande ilusão". Ao casar-se mudou-se para Cruzeiro, no interior do estado de São Paulo; pouco tempo depois mudou-se para a capital do estado, deixando-a mais tarde para morar em Barra do Piraí, onde viveu até o final de sua longa vida. Batalhadora, passou por dificuldades em uma época de sua vida, pelo fato de seu marido ser chofer de táxi.


Eda, segundo, não só minha avó, mas grande parte da família, era a neta mais parecida com Esther, sendo assim, motivo de orgulho de todos. Viveu com o marido na cidade de São Paulo ao mudar-de de Três Corações, mudando-se depois para Ourinhos, interior de São paulo, e em seguida para Taubaté, localizada no Vale do Paraíba. Por seu gênio forte e o ciúme que sentia do marido, os tios de minha avó diziam que ela era a mais parecida com a mãe também no quesito personalidade.




Hilda, a filha caçula, era apegadíssima ao irmão Ottorino. Assim como Eda, possuía um gênio forte e muita personalidade. Casou-se com Wilson e teve três filhas: Nívea, Lúcia e Ângela.
E finalmente...



Zina, minha bisavó que, conforme poderão perceber em diversas histórias, era extremamente calada, séria e até consideravelmente apática. Algo que até hoje ninguém discordou, é que era uma mulher de classe. Uma "lady" propriamente dita. Fisicamente tinha o perfil claro de cabelos bem escuros, alta e magra, conforme o padrão de beleza das italianas, mas tratando de seu perfil psicológico, Zina nem ao menos parecia fazer parte de uma família de italianos festeiros e atrapalhados. Casou-se aos 17 anos de idade com meu bisavô Luiz Guerra Paixão, com quem viveu até o momento de sua morte.


Os nove personagens distintos da família Sisti, que passaram a fazer parte de outras famílias, em breve estarão passeando pelas postagens do Baú da Vovó e repassando suas histórias, até que se eternizem. Peço a ajuda de vocês para que, não só escutem as histórias de minha família, mas também escrevam as suas, para que aos poucos retornemos à simplicidade de outras décadas, e possamos resgatar os sentimentos tão agradáveis de outras épocas que, infelizmente, hoje não existem mais.

7 amigos comentaram:

Chica disse...

Uma maravilhosa apresentação da família,Malu! Muito legal poder passear por aqui, visitar tudo iss. Lindo! um beijo e parabéns pelo resgate de tudo!chica

bethaniamuniz disse...

Poxa! Que bacana!!! Fiquei até emocionada ao ver as fotos e histórias do Tio Ottorino, da Tia Déia e minha Vó Bárbara!!!
Linda a sua iniciativa! Me ajudou até a matar as saudades!
Beijo grande!
Maria Bethania!

Aline disse...

Nossa adorei a história, o dificil é descobrir nosso grau de parentesco, sou neta de Ottorino, filha da filha mais velha dele Roseana, hoje moramos na Bahia. Vamos tentar manter um contato para descobrir mais sobre a familia. Meu email é agropiu@hotmail.com, me chamo Aline Sisti Aguirre

Rodrigo disse...

Malu,

Mais uma vez, parabéns pelo site. Fico orgulhoso do que você escreveu do meu avô Furio, pois ele sempre foi um exemplo de seriedade para mim. Até hoje.

Um abraço,

Rodrigo Sisti

CAROL disse...

Adorei o blog com as fotos de todos os irmãos!!...Bem, sou filha da Lúcia, filha da Hilda Sisti.... E realmente como você disse, a minha vó Hilda tinha uma personalidade muito forte e um olhar indescritível...me deu saudade de olhar a foto..bjs (meu e-mail é carolina.hyppolito@gmail.com)

Carolina Hyppolito

Nívea Lucila disse...

Sou Nivea, filha da Tia Hilda.
Adoro entrar nesse site para matar as saudades de todos.
Um grande abraço para todos os primos.
Nivea Sisti

Nívea Lucila disse...

Esqueci algo
Meu email é:
nivea.sisti@gmail.com

Tenho fotos antigas de minha mãe, tios e de meus avós, que poderiam ser publicadas no blog.
Malu, me diga como fazer, por favor.
Beijos.